Candidatos concentram críticas a ACM Neto

Promovido pela Record Bahia, na noite de ontem, o segundo debate entre os candidatos à prefeitura de Salvador também foi marcado pelo ataque em uníssono ao prefeito ACM Neto (DEM), que mais uma vez não compareceu.

Os ataques mais ásperos mais uma vez ficaram a cargo do candidato Fábio Nogueira (PSOL), que chamou o prefeito de “covarde”, e disse que ele “deve explicações ao povo de Salvador” sobre o suposto aumento de seu patrimônio. Da Luz (PRTB) e Pastor Sargento Isidório (PDT) voltaram a propor que os demais postulantes façam acordo para boicotar o debate na TV Bahia, o único do qual ACM Neto vai participar. A candidata Alice Portugal voltou a tentar associar a imagem do prefeito ao presidente Michel Temer (PMDB) e ao “golpe” que PT, PCdoB e seus aliados afirmam que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu ao ser destituída por meio do processo de impeachment.

Alguns dos períodos de tempo destinados às perguntas acabaram virando diálogo entre os candidatos, sobretudo quando os questionamentos eram feitos entre Célia Sacramento (PPL), Da Luz (PRTB), Pastor Sargento Isidório (PDT). As divergências foram poucas. Atual vice-prefeita, Célia Sacramento voltou a reclamar de “traição” por parte de ACM Neto, por ele não tê-la escolhido para ser candidata a vice em sua chapa neste ano. “Várias pessoas me avisarem que ele ia me apunhalar pelas costas.

Tomei aquela decisão por que a cidade estava um caos. Parei meu projeto e fui ser candidata a vice dele em 2012. Ele ganhou por causa de mim. Um dia antes da convenção ele me disse que preferiu Bruno Reis, do PMDB, partido da Lava Jato. Na réplica, Da Luz afirmou que ACM Neto está “com vergonha de Geddel (Vieira Lima – PMDB), o ministro do caixa 2”.

No primeiro bloco, apenas Fábio Nogueira e Claudio Silva (PP) tiveram enfrentamento e discordância de suas propostas. O postulante do PSOL disse que “na verdade a maconha já é liberada”, e que a substância “precisa apenas ser legalizada”. “Vamos liberar a maconha para salvar as vidas das crianças que são usadas pelos traficantes”, disse Nogueira. “Lamentavelmente ele não respondeu à questão das famílias. Se legalizarmos as drogas não teremos condições de fazer enfrentamento por causa da questão da saúde.

Legalização das drogas é saúde pública. Precisamos tratar essas pessoas”, respondeu Claudio Silva. Sargento Isidório também se posicionou contra a liberação das drogas, que, segundo ele, “destroem as famílias”.

Propostas são apresentadas na Record

Ao longo do segundo e do terceiro blocos, os candidatos concentraram em apontar suas propostas para áreas específicas, a partir de questionamentos feitos entre si e pela população. Fábio Nogueira questionou Alice Portugal sobre garantias para o funcionalismo público. “Na prefeitura, vou acabar com o reajuste zero. Vamos trabalhar os servidores com dignidade. O prefeito não garante pagar plano de carreira e dos professores e dos agentes de saúde. Isso é assédio moral. Constatamos condições de trabalho absurdas ao longo de nossa campanha. 

Questionado sobre saúde por Alice, Isidório disse que Salvador é a capital que menos gasta em saúde, e prometeu acabar com as indicações políticas. “Secretários não serão de partidos políticos. Os servidores apresentarão três nomes para a prefeitura escolher quem assumirá a pasta. Na réplica, Alice prometeu ampliar a rede de Saúde da Família, e disse que as UPAs funcionam por causa do Mais Médicos, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. No quesito transporte, Célia perguntou a Fábio Nogueira o que fazer para melhorar o transporte público. “ACM Neto não tem coragem de enfrentar os empresários de ônibus. Não teve renovação das frotas.

Domingo é Meia, com meia dúzia de ônibus”. O candidato do PSOL prometeu tarifa zero aos domingos e gratuidade para estudante e desempregados.


Outros destaques: