Brasília pode receber memorial em homenagem a soldados da Segunda Guerra Mundial

3 de fevereiro de 2018

Brasília deverá receber até 2022 um monumento que homenageia os soldados que morreram na Segunda Guerra Mundial. O projeto foi discutido na ultima quarta-feira (31) entre o Exército e o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Atualmente, as vítimas do conflito são lembradas no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória, zona sul no Rio de Janeiro, onde fica o Túmulo do Soldado Desconhecido.

De acordo com o projeto apresentado no Quartel General do Exército, em Brasília, o monumento contará com uma área que irá retratar batalhas que tiveram a participação da Marinha do Brasil, da Aeronáutica ou do Exército. Essa área terá uma simulação de uma guerra, com cheiro de pólvora, tiros e fumaça causada pelas explosões. De acordo com a arquiteta responsável pelo projeto, Maura Satiko, o espaço a ser criado permitirá que o público entenda melhor um conflito.

Outro espaço a ser erguido é o Túmulo do Soldado Desconhecido, homenagem existente em vários locais do mundo aos militares que participaram da guerra. Em Brasília, o local ficará dentro do memorial e será uma área de terra batida, com apenas um túmulo, um fuzil invertido e um capacete sobre o fuzil.

A obra custará para o Ministério da Defesa, com o apoio do Ministério da Cultura, cerca de R$ 20 milhões. Se aprovada em 2019, a construção deverá ser entregue até 2022, caso seja aprovada em 2019. O projeto foi encaminhado ao Governo do Distrito Federal (GDF) e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a quem foi pedida uma área de30 mil metros quadrados, no Eixo Monumental, acima da Catedral Militar Rainha da Paz.

O projeto arquitetônico já está pronto. No entanto, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Carlos Madson Reis disse que o local escolhido não está apto para esse tipo de obra, por não ser um lote. De acordo com Reis, o processo para transformar a área pública em lote poderá atrasar a obra.

De acordo com general Cláudio Coscia Moura, chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, o projeto será encaminhado para o ministro da Defesa, Raul Jungmann,  para que possa ser resolvida a questão do local para abrigar a obra.

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