Apesar de críticas, PMDB adia decisão sobre romper com Dilma

12 de março de 2016

Sob gritos de “fora Dilma”, convenção vira ato da oposição, mas Michel Temer pregou união
A convenção do PMDB foi marcada pelo clima de oposição ao governo federal. Sob gritos de “fora Dilma” e “fora PT”, parlamentares da sigla fizeram discursos pedindo que o partido deixe a base do governo. Uma das porta-vozes de críticas ao governo do PT foi a senadora Marta Suplicy, recém-filiada ao PMDB depois de deixar o PT. Marta, pré-candidata à prefeitura de São Paulo, classificou o governo petista como “corrupto e incompetente”.

Apesar de críticas, PMDB adia decisão sobre romper com Dilma

No encontro, ministros do governo Dilma defenderam que o PMDB tomasse uma decisão em 60 dias sobre um possível rompimento com o PT. O partido, contudo, decidiu que a palavra final será dada em até 30 dias. Apesar do clima de desembarque, o presidente da sigla e vice-presidente da República, Michel Temer, fez o discurso esperado: frisou na ordem de união e mostrou preocupação com o cenário de crise política e econômica. “Não é hora de dividir os brasileiros”, disse o vice-presidente, acrescentando que é preciso “construir pontes” em vez de “subir muros”
Temer não fez manifestações diretas sobre o principal discurso na plateia, que era a saída do governo. O vice será confirmado hoje em novo mandato de presidência do partido. O PMDB do Rio de Janeiro, principal base de sustentação do governo na sigla, permaneceu calado. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, não aguardou sequer o pronunciamento de Temer. Apenas votou e deixou o evento em direção ao aeroporto, onde embarcou para o Rio de Janeiro. O governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, também deixou a convenção sem falar.
Os seis ministros peemedebistas evitaram discursar também. Se a moção que pede a saída do partido do governo for aprovada, eles serão pressionados a deixar os cargos. Um ponto polêmico da convenção foi a aclamação do deputado Mauro Lopes como “futuro ministro” por Eliseu Padilha, ex-ministro da Aviação Civil. Logo em seguida, deputados reprovaram a aclamação de Lopes como ministeriável. Uma moção para que nenhum integrante do PMDB se some à equipe do governo também foi aprovada e, apesar de Padilha ter dito que todas as moções aprovadas só entrariam em vigor em 30 dias, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, deu uma declaração dizendo que nomeações no governo estão automaticamente bloqueadas.

A Época, Mauro Lopes disse que conversaria com Temer na segunda-feira para tratar de sua nomeação para a SAC, ja acertada com o Palácio do Planalto em troca de apoio do PMDB minieiro para eleição de Picciani na liderança da sigla.

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