Alexandre Nero compartilha última mensagem que trocou com Montagner

O Dia

– Ator disse que ‘ainda está difícil de acreditar’ na morte do amigo, vítima de afogamento após mergulhar no rio São Francisco –

Rio – Alexandre Nero lamentou a morte do amigo Domingos Montagner em um post emocionado no Instagram. Nero compartilhou a última mensagem que trocou com o ator e disse que “ainda está difícil de acreditar” em sua morte precoce.

“Essa foi a última mensagem que recebi do caboclo. Queria ir assistir a minha peça, e foi, não fazem nem 30 dias. Nossa brincadeira era assim… Nos encontrávamos e já de longe, ele com aquele sorrisão sempre presente, gritava: ‘Fala, meu ídolo!’, e eu replicava em cima: ‘Fala, meu galã!’. Era nossa “piada interna”. Piada de dois homens adultos, vividos dentro das alegrias e perrengues da vida artística, e que vieram a ficar ‘conhecidos’ na TV praticamente na mesma época e já com alguns cabelos brancos. Se eu era amigo do Domingos? Claro! Todos eram amigos de Domingos. Não tinha como não ser. Um homem doce e raro como poucos no mundo, e ele fica pior com a sua ausência. Ainda tá difícil de acreditar. Meu galã, ficamos nos devendo o último whisky. Toda luz e força à sua primeira dama e seus tão amados filhos”, escreveu.

Domingos Montagner morreu nesta quinta-feira, vítima de afogamento após dar um mergulho no rio São Francisco. O ator estava acompanhado pela atriz Camila Pitanga, seu par romântico na novela “Velho Chico”. 

Camila e Montagner haviam gravado cenas da novela e depois saíram para almoçar e tomar um banho de rio. Em depoimento à polícia, a atriz contou que sentiu a correnteza, avisou ao amigo e eles tentaram nadar de volta à margem.

Camila chegou primeiro, segurou em uma pedra e tentou ajudar Domingos Montagner, mas a correnteza o arrastou. A atriz contou que ele tentou continuar nadando, mas demonstrou sinais de cansaço e desesper. Ele voltou à superfície duas vezes, mas acabou afundando.

O corpo de Domingos Montagner foi encontrado por volta das 18h, a 18 metros de profundidade  e a 320 metros da prainha de Canindé, local onde ele havia desaparecido.

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