Agosto o mês dos problemas

16 de julho de 2015

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– O tradicional mês do mau agouro na política brasileira, reserva pelo menos três eventos delicados a serem operados pela presidente Dilma Rousseff –

O primeiro é o julgamento de suas contas de 2014, na primeira quinzena do mês, por parte do TCU, que estaria pronto para sugerir sua rejeição ao Congresso. O segundo são as manifestações de rua, marcadas para o dia 16, com seu alto poder de contaminação. Serão as primeiras desde a constatação da popularidade de um dígito. Como de costume, podem se tornar uma força de oposição fora de controle. Finalmente há a indicação do nome do procurador-geral da República, que pode recair sobre Rodrigo Janot pela segunda vez. Estaria consolidado um problema maior do que os dois anteriores somados, pois especula-se que o plenário do Senado, a quem cabe a confirmação, aproveitaria o voto secreto para retaliar, rejeitando a recondução.

Volume morto

Pesquisa do Instituto Paraná com 908 eleitores do Rio de Janeiro, entre 9 e 12 de julho, comprovou a teoria do “volume morto”, nível abaixo do qual o ex-presidente Lula disse estar. Segundo seus números, se a eleição fosse hoje Lula esbarraria numa rejeição de 57,6%, percentual inimaginável há apenas seis meses. Em Brasília, ocorre fenômeno semelhante. Na pesquisa estimulada, Aécio Neves e Marina Silva aparecem na liderança, na faixa de 30%. Num confronto com eles, o ex-presidente teria em torno de 20 pontos.

Quanto pior, pior

Os políticos se debruçaram ontem sobre a frase do ex-presidente Lula durante a reunião com a presidente Dilma e um grupo de ministros: “As coisas ainda vão piorar”. Seria uma referência à política ou à economia? O maior número de apostas foi para a primeira hipótese. A exemplo de seus aliados, a percepção de Lula é que Ministério Público, Judiciário e PF vão apertar cada vez mais o cerco.

A voz do dono

O presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, prestará depoimento à Polícia Federal hoje, em Curitiba. Ele está preso desde junho, quando a Polícia Federal deflagrou a 14ª fase da Operação Lava Jato. Diferentemente do que se pensa, Marcelo não será interrogado a respeito da suspeita de seu envolvimento no esquema de fraudes na Petrobras. E sim para esclarecer o caso do bilhete com a frase “destruam e-mails”. Ou seja, preso há quase um mês, quando abrir a boca não falará sobre o objeto de sua prisão, e sim sobre o ti-ti-ti com a PF.

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