Acusado de assédio, jornalista pede ajuda na web

"Estou sendo ameaçado de morte por um cidadão que eu não faço ideia de quem seja". A denúncia, feita através das redes sociais, é do jornalista Diego Braga. Pelo Facebook, o recifense afirmou que, nesta terça-feira (27), foi abordado por um motociclista, numa parada de ônibus. "Ele me acusou de ter assediado sexualmente sua filha dentro do ônibus. No entanto, nunca vi esse homem na minha vida, tampouco sei quem é a sua filha". Em seguida, ele tirou uma foto de Diego. Nesta quarta (28), a vítima diz ter recebido, de uma amiga, uma mensagem que tem circulado no WhatsApp, com sua imagem vinculada. No texto, o alerta de que "esse rapaz anda abusando mulheres dentro dos ônibus".

Em entrevista o Portal LeiaJá, Diego Braga disse não ter dado muita atenção ao fato em si até receber a mensagem. "Não levei muita fé. Eu estava perto de uma parede onde muita gente cola avisos, anúncios. Pensei que ele ia tirar fotos disso. Mas aí ele começou a gritar, falar que eu tinha assediado sua filha. As pessoas ao redor começaram a prestar atenção e aí ele voltou pra moto e foi embora". Com medo da repercussão da mensagem no WhatSapp, o jornalista teme sair de casa e sofrer algum tipo de agressão.

"Meu carro quebrou e eu não consegui ainda ir à delegacia. Amigos policiais me sugeriram ir na delegacia de Combate aos Crimes Cibernéticos e na delegacia da Mulher. Irei ainda hoje à noite", afirmou a vítima. O caso aconteceu na Avenida Abdias de Carvalho, no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife. Segundo Braga, o homem que o abordou na rua "aparenta ter menos de 40 anos, é moreno, cerca de 1,80 cm e um pouco gordo". Na moto, uma garota de cerca de 15 anos o esperava. Nas redes sociais, amigos do jornalista se mostram perplexos com a situação e compartilham a postagem que afirma ser falsa a acusação atribuída a Diego. 

Delegada orienta prestação de queixa em qualquer unidade policial

Gestora do Departamento de Polícia da Mulher, a delegada Inalva Regina explica que o caso, em específico, pode ser levado a qualquer unidade policial. "Se ele realmente for vítima, já era pra ter ido na delegacia mais próxima do caso. Porque estamos falando de suposto caso de calúnia, injúria, constragimento em via pública, além do uso indevido de imagem". 

Mesmo com a acusação de assédio, o caso não precisa necessariamente  ser levado à delegacia da Mulher. "As complicações na alteração do Código Penal, em relação ao crime de estupro, assédio, tem confundido muito a população. Novamente: estupro, assédio, pode ser registrado em qualquer delegacia", pontuou a delegada. 


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