13º injetará R$ 8,4 bi na economia baiana

A chegada do fim de ano é marcada por um aumento do consumo e pelo aquecimento da economia, sobretudo no setor de comércio e serviços, mas, para a maior parte dos trabalhadores de carteira assinada, pelo menos, isso só é possível graças ao 13° salário, cujas primeiras parcelas já começam a serem pagas a partir do próximo mês. E, para a economia brasileira, sua utilidade tem sido mais do que necessária para manter a circulação do dinheiro.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos (Dieese), estima-se que estão sendo injetados R$ 8,4 bilhões na economia baiana, através do pagamento do benefício – o que representa 3,4% do PIB baiano. O levantamento do órgão também concluiu que aproximadamente 4,7 milhões de trabalhadores do estado serão contemplados com o bônus, recebendo, em média, R$ 1.668. 

Segundo a economista e supervisora técnica do Dieese, Ana Georgina Dias, o número de trabalhadores corresponde ao mesmo do ano passado. “Nós observamos que houve uma alta de 3,5% no volume de aposentados e pensionistas que receberão o décimo-terceiro, enquanto o número de trabalhadores ativos caiu em 2,9%”, analisou. A supervisora explica que o crescimento do desemprego, devido à crise econômica, influenciou na composição do quadro de beneficiados.

A avaliação, segundo o Dieese, é extremamente positiva, principalmente para um momento de recessão. “Muitas pessoas utilizam esse benefício para pagar dívidas, adquirir um bem específico, fazer compras as festas de fim de ano, entre outras utilidades, de modo que acaba sendo muito positivo para dinamizar a economia”, afirma Ana Georgina, que coloca o comércio como uma das áreas com impacto mais positivo.

VAREJO
Para o Sindicato dos Lojistas de Salvador (Sindilojas), o benefício também representa um ganho para o comércio já que, mesmo com o consumidor receoso, este montante ajuda a aquecer o varejo no fim de ano, onde já existe um aumento natural do volume de compra e venda, por conta do próprio período, e ajuda a irrigar a economia por parte do trabalhador.

Ainda assim, o presidente da entidade, Paulo Mota, faz uma ressalva em relação a capacidade financeira das empresas para cumprir a exigência legal. “Isso nos preocupa, pois as taxas de juros estão proibitivas, e mesmo um empréstimo no banco, como alternativa torna-se inviável”, avaliou. 

Sobre a possibilidade de um aumento do consumo neste fim de ano, Mota foi cauteloso, ao afirmar que o comportamento do consumidor precisa ser observado. A previsão do Sindilojas é de que o volume de compras para este fim de ano será 9% menor do que o mesmo período de 2015. “De qualquer modo, o décimo terceiro já ajuda a atenuar essa dificuldade pelo qual passa o varejo atualmente”, afirmou. 


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